sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Evento comemora o Dia Estadual da Doula


Venha comemorar conosco esse dia para lá de especial!
Várias doulas estarão reunidas para semear abraços e compartilhar muita informação sobre parto respeitoso e humano!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Moção sobre erradicação da Violência Institucional na Atenção Obstétrica

A Manhecendo entende a importância dessa Moção. Apoiamos e endossamos esse movimento.


A violência durante o parto é uma prática que já está institucionalizada e é uma violação dos direitos humanos como foram definidos pela ONU. A mulher tem o direito não somente de poder parir aonde ela quiser e como ela quiser, mas tem o direito de ser tratada com dignidade e com respeito durante todo o processo de parto.
A resolução de 2009 emitida pelo Conselho de Direitos Humanos das Organização das Nações Unidas sobre a redução da mortalidade materna e suas causas (entre outras, sabemos hoje que são os modelos de atenção obstétrica inadequados e assistência de baixa qualidade) apela para ações orientadas a reduzir a mortalidade materna e a promover um atendimento de qualidade, sem discriminação de gênero, de raça, ou orientação sexual.

Uma forma de violência são as muitas intervenções desnecessárias, sendo a mais paradigmática a cesárea desnecessária. E sabemos que em 2010 a proporção de cesáreas ultrapassou a de parto normais no Brasil. Em decorrência e à luz da política nacional de qualificação da atenção obstétrica e neonatal intitulada Rede Cegonha
Exigimos
A garantia de uma fiscalização sistemática da qualidade da assistência obstétrica e identificação da violência que existe de maneira endêmica nos hospitais públicos e privados, pela agencias governamentais adequadas, assim como a aplicação e fiscalização do respeito à lei 11.108 de garantia da presença de um acompanhante de escolha da mulher durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto.
Ademais, as recomendações do Ministério da Saúde sobre os direitos da Mãe e Bebe não são observadas nos serviços e são uma violação brutal de direitos humanos, assim com uma ameaça para a saúde materna e neonatal
Exigimos
O direito à informação sobre os procedimentos, com exigência de que haja consentimento da Mulher para as intervenções a que for sujeita no parto como Episiotomia, Cesárea, Indução etc.

Núcleo Cuidar realiza a Semana da Gestante, Pais,e bebês na Inner Fit

Núcleo Cuidar, coordenado pela enfermeira obstetra Beatriz Kesselring, divulga parceria com a Academia Body Tech, do Shopping Eldorado.




Dia 06/11 às 10hs- Curso Massagem Toque de Borboleta para gestantes, mães e bebês
Objetivos:
Propiciar uma integração individualizada adulto / criança e criança / criança e uma troca de energia entre ambos.
Favorecer o desenvolvimento psicomotor, sendo muito importante no aspecto preventivo para o crescimento de uma criança saudável, inteligente e, sobretudo, feliz.
É indicada também para crianças com problemas de saúde e de comportamento. Foram verificados resultados positivos e um alto grau de recuperação entre crianças prematuras e desnutridas.
A massagem infantil toque de borboleta é a principal técnica da bioenergética suave e caracteriza-se pelo seu toque delicado e carinhoso.
                            
     

Dia 07/11 às 12hs. Aula Dança Materna para Gestantes



A Dança Maternana gestação visa potencializar uma vivência consciente da gravidez, onde a mulher é convidada a experimentar-se na Dança como forma de se conhecer, expressar e lidar com todas as transformações em curso neste momento da vida.
Dançar na gestação melhora a oxigenação e a circulação sanguínea, beneficiando mãe e bebê.
Possibilita uma assimilação mais tranquila das mudanças que vão acontecendo no corpo, com o auxílio de exercícios adequados de alongamento, fortalecimento e respiração.
Colabora para uma sustentação harmoniosa do ganho de peso.
Contribui com a preparação para o parto, quando é preciso conciliar momentos de ação e de entrega.

Dia 07/11 às 20hs.  Encontro de Gestantes
Objetivos:
Aprender a conhecer o próprio corpo e a se adaptar às transformações corporais e emocionais da gravidez, conferindo autonomia.
Compartilhar informações com outras gestantes Obter e trocar informações teóricas e práticas sobre a gravidez, parto e nascimento, pós-parto e amamentação em grupo coordenado por enfermeiras obstetras do Núcleo Materno.
           
Dia 08/11às 10hs.  Curso de Cuidados com o Bebê
Objetivos:
Abordar os aspectos físicos e emocionais do pós-parto, os cuidados com o bebê (troca de fraldas, banho e curativo do coto umbilical) e amamentação. Curso coordenado pelas enfermeiras obstetras e psicóloga do Núcleo Materno.
                                   
Dia09/11 às 15:00hs.  Encontro de Babás de Recém Nascidos.
Objetivos:
Abordar temas como cuidados com o bebe (troca de fraldas, banho e curativo do coto umbilical), sono do bebê e choro.
 

Aguardo vcs por lá!!
Um beijo,
Bia Kesselring/ Enf. Obstetra
Núcleo Cuidar
Av. Faria Lima, 1713 cj 73
3812-9492e 3097-8430

Núcleo Cuidar
Shopping Eldorado
Inner Fit/ Body Tech  Subsolo 2
2197-7373



Neste novo espaço (Inner Fit), a partir de janeiro de 2012, a equipe do Núcleo Cuidar (Dani Andretto, Angélica Maitan,Cinthia Calsinski e Helaine Camargo),  estará à frente de várias atividades em grupos e terapias integrativas para gestantes, mães e bebês.
Para divulgar este projeto, de 06 a 09 de novembro, cursos e aulas gratuitas (vejam o flyer)!
Como são apenas 15 vagas por atividade, é bom garantir seu lugar inscrevendo-se na Inner Fit, no tel: 2197-7373.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PROMOVE SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE SEGURANÇA E QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA AO PARTO NO BRASIL


Evento gratuito contará com a participação da especialista inglesa Jane Sandall, que vai compartilhar experiências britânicas de sucesso na promoção de uma assistência mais acolhedora e segura à mulher gestante e ao bebê

Como tornar a assistência ao parto mais segura e promover uma melhor vivência para as mulheres e famílias? No dia 9 de novembro, das 14 às 17h o evento Parto (In) Seguro: Seminário Internacional Sobre Segurança e Qualidade na Assistência ao Parto no Brasil que acontecerá na Faculdade de Saúde Pública, da USP, vai tentar responder a essa pergunta por meio da troca de experiências entre Reino Unido e o País.
Do lado de lá do Atlântico, a socióloga e parteira Jane Sandall, coordenadora do Centro de Pesquisa sobre Inovação na Segurança dos Pacientes e na Qualidade da Assistência, do Sistema Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido, vai falar sobre as novas políticas do reconhecido modelo de saúde pública britânico, que agora está incentivando gestantes a escolher onde (em casa, casas de parto ou hospital) e com quem terem seus partos (parteira ou médico). Falará também de pesquisas sobre como as mulheres podem ter um papel mais ativo na melhoria da segurança e da qualidade da sua assistência.
Por sua vez, a realidade brasileira se caracteriza por um uso excessivo de intervenções como cesáreas, episiotomias, fórceps, e aceleração do parto com drogas, excessos que podem levar a conseqüências adversas à saúde e bem-estar de mães e bebês. Pesquisas brasileiras revelam taxas de depressão e estresse pós-traumático pós-parto mais alto que em outros países. Para discutir a assistência obstétrica no País, estarão no evento a médica e pediatra Sonia Lansky, coordenadora da Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e do programa premiado pela OPAS/OMS "BH pelo parto normal"; a médica obstetra Maria Esther Vilela, coordenadora da Área Técnica da Saúde da Mulher no Ministério da Saúde, e responsável pela implementação da Rede Cegonha em âmbito municipal; e Simone Diniz, médica e livre-docente do departamento de Saúde Materno-infantil da FSP/USP e coordenadora da Pesquisa Nascer no Brasil na região Sudeste.
“O Brasil não tem conseguido reduzir a morbimortalidade materna, e enfrenta um aumento de nascimentos de bebês prematuros e de baixo peso. São problemas de vigilância, avaliação e planejamento das ações em saúde, todas permeadas por dimensões culturais. Temos esta taxa absurda de cesárea porque a assistência ao parto vaginal é muito agressiva e sem base em evidências científicas”, revela Simone.
Com o Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil tem conseguido uma vitória importante que é a universalização do cuidado à saúde. “É hora de dar atenção à qualidade e à segurança do cuidado. Intervenções benéficas e seguras, como grupos educativos no pré-natal, presença de acompanhantes no parto, garantia da privacidade das pacientes, e recursos não farmacológicos de alívio da dor, não tem sido oferecidos à grande maioria das mulheres, nem quando previstos em lei”, conclui Simone.
As Metas do Milênio propostas pela ONU, além de provocarem algumas transformações concretas, servem também como um tipo de diagnóstico da situação atual. Tudo isso configura então a expectativa de que a Meta do Milênio número 5 (redução de três quartos da mortalidade materna entre 1990 e 2015) não será alcançada.
Para garantir a participação no evento e receber certificado, basta preencher o formulário através do endereço http://www.fsp.usp.br O evento tem apoio do Departamento de Saúde Materno-Infantil da FSP/USP, da Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx/FSP/USP), da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP, da OMS/OPAS Brasil – Unidade Técnica Saúde da Mulher, do Homem, Gênero e Diversidade Cultural e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – Áreas Técnicas de Saúde da Mulher e da Criança

Parto (In) Seguro: Seminário Internacional sobre Segurança e Qualidade na Assistência ao Parto
Data: Quarta-feira, 09 de novembro de 2011
Horário: 14 às 17h
Local: Auditório João Yunes, Faculdade de Saúde Pública da USP (Av. Dr. Arnaldo, 715)


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

FOI CRIADO O "DIA ESTADUAL DA DOULA"

É com muito orgulho que compartilho uma data para lá de especial, o Dia Estadual da Doula, que acaba de sair do forno:

Diário da Assembléia Legislativa –
Nº 74 – DOE de 20/04/11 – p.19
PROJETO DE LEI Nº 344, DE 2011
Institui o "Dia Estadual da Doula".
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO
DECRETA:
Artigo 1º - Fica instituído o “Dia Estadual da Doula”, que será comemorado anualmente no dia 18 de dezembro.
Artigo 2º - O “Dia Estadual da Doula” passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos do Estado de São Paulo.
Artigo 3º Os objetivos do “Dia Estadual da Doula” são:
I – estimular ações informativas visando à conscientização da importância das doulas;
II – promover debates e outros eventos sobre a importância das doulas na gestação ;
Artigo 4º - O Poder Executivo regulamentará a presente lei.
Artigo 5º - As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Artigo 6º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICATIVA
A palavra "doula" vem do grego e significa "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional à outras mulheres durante a gestação, no trabalho de parto e na amamentação.
Durante a gestação a doula orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas. Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de
atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida.
Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc.. Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.
A Doula não substitui o acompanhante. Ela também dá suporte e orienta o acompanhante a oferecer apoio e conforto à mulher, mostrando como ser útil e não ficar perdido na assistência a mulher, o que normalmente ocorre.
Não é função da Doula realizar qualquer procedimento médico, como fazer exames, aferir pressão ou administrar medicamentos e cuidar da saúde do bebê, muito embora algumas sejam médicas e enfermeiras. Ela oferece segurança, tranqüilidade e conhecimento para um parto seguro e não substitui nenhum profissional envolvido na assistência ao parto.
Ter um dia reflexão, incentivo e comemoração, voltado para a Doula favorece a expansão e importância de sua atuação.
Nesse sentido, apresentamos o presente projeto de lei que Institui o “Dia Estadual da Doula”, no âmbito do estado de São Paulo, a ser comemorado no dia 18 de dezembro, como homenagem a Nossa Senhora do Bom Parto.
Sala das Sessões, em 18/4/2011
a) Ana Perugini - PT

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Está no ar a nova programação dos encontros de gestantes da Casa Moara

Vale dizer que os encontros são gratuitos e super proveitosos!


ENCONTROS DE GESTANTES DA CASA MOARA – 2011
Organização: Casa Moara, Primaluz – Parteiras Contemporâneas, Drika Cerqueira, Katia Barga, Marcelly Ribeiro, Barriga Boa, Dani Andretto- Gestamater, Manhecendo – Marília Reiter
Todas as quartas-feiras das 20h às 22h e todos os últimos sábados do mês das 10h30 às 13h
Rua Guararapes, 634 Brooklin Paulista – 5096-2318 / 5092-6436
Data
Temas
Convidados
Quarta-feira  - 05/10
Filme sobre parto – Hanami
Semana de respeito a Criança

Quarta-feira – 12/10
não haverá encontro

Quarta-feira – 19/10
Parto humanizado no hospital
Relato de parto
Quarta-feira – 26/10
Casas de Parto
Casa Angela
Sábado – 29/10
não haverá encontro

Quarta-feira – 02/11
não haverá encontro

Quarta-feira – 09/11
Intervenções no parto: quando são necessárias (esclarecimentos sobre VBAC)

Quarta-feira – 16/11
A Dor no Parto e o Medo
Claudia Xavier
Quarta-feira – 23/11
O quarto trimestre de vida do bebê: a adaptação fora do útero, fome, sono, choro, cólicas
Honorina de Almeida (Nina)
Sábado – 26/11
Preparação para o períneo na gestação, parto e pós-parto (Epi-no)
Miriam Zanetti
Quarta-feira – 30/11
Assistência ao recém nascido nas primeiras horas de vida
Douglas Gomes
Quarta-feira  – 07/12
A equipe para o parto: papel dos profissionais e acompanhantes

Quarta-feira – 14/12
Parto domiciliar
Filme – O parto em casa
Sábado – 17/12
As Fases do Parto

Quarta-feira – 21/12
não haverá encontro

Quarta-feira – 28/12
não haverá encontro

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Iphan estuda classificar parteiras de Pernambuco como patrimônio nacional

O ofício das parteiras pode se tornar patrimônio imaterial brasileiro no Livro de Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial do Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). O inventário – requisito para o título – foi realizado por um grupo de instituições pernambucanas onde o trabalho das raras parteiras resiste ao tempo. Devido à oralidade da técnica de partejar, o conhecimento do ofício deve ser registrado em forma de livro para que a prática não seja extinta com o passar dos anos.
A ideia de incluir as parteiras no grupo partiu do Instituto Nômades, Grupo Curumim, Associação das Parteiras Tradicionais de Caruaru e Associação das Parteiras Tradicionais e Hospitalares de Jaboatão dos Guararapes. As quatro instituições catalogaram o trabalho de 220 parteiras no Estado em seis municípios. O material já está em análise no Iphan.
Segundo o Instituto Nômades, a solicitação tenta reverter a fragilidade do ofício. O inventário cataloga as técnicas das parteiras para “superar dificuldades de transmissão e desvalorização diante da tecnologia e conhecimento biomédico”.
A doula (pessoa que ajuda parturientes no parto e pós-parto) Daniella Gayoso afirma que as parteiras têm dificuldade de repassar o ofício “porque a maioria já tem idade avançada e dificuldades de repassar o conhecimento, e poucas se interessam em aprender as técnicas”.
“Sabemos da importância dessas mulheres que ajudam as grávidas a dar à luz nos lugares mais longínquos e não podemos deixar que o ofício se perca com o passar dos anos”, disse Daniella, que é adepta do parto natural com ajuda de parteira e teve três dos quatro filhos nascidos em casa.
A extinção do ofício das parteiras está ligada a fatores como o controle de natalidade, a abrangência do SUS (Sistema Único de Saúde) além do desinteresse de outras mulheres por aprender as técnicas. “Em todas as cidades visitadas as parteiras relataram que o trabalho de ‘pegar menino’ está diminuindo, como também o número de parteiras, que na sua maioria já está com idade avançada. Não há valorização em massa do ofício por não ser remunerado”, afirmou a doula.
Daniella disse que ainda existem parteiras que fazem exceção à regra, mas que a resistência ao tempo se dá por explicações distintas. Segundo ela, nas regiões pobres o difícil acesso e a falta de alternativa mantêm a existência de partos domiciliares.
“Existe uma parteira que reside num bairro da periferia de Jaboatão dos Guararapes altamente violento, e a dificuldade de locomoção de grávidas em trabalho de parto é complicada. O tráfico de drogas impede a entrada de pessoas que não são da comunidade, e taxistas não arriscam fazer corridas para a área. Mas também temos exemplo de uma parcela da sociedade recifense que está mais esclarecida sobre a importância do parto normal, e as mulheres estão aderido aos partos domiciliares.”
O trabalho de pesquisa também abrangeu comunidades indígenas de Pernambuco para saber se os partos das índias eram feitos por parteiras e quais as técnicas usadas. A realidade da extinção das parteiras também foi comprovada nas etnias xucuru, pankararu e kapinawá, que não têm novas índias que realizam o ofício.
“Não encontramos índias com menos de 50 anos que eram parteiras. Na tribo xucuru partos realizados com auxílio de parteira são raridade. Já a pankararu e a kapinawá é mantida a tradição dos bebês nascerem lá na comunidade”, afirmou.

Exemplo na ONU

Com índices positivos na atenção à saúde da mulher registrados no Brasil, o trabalho das parteiras serviu de exemplo para oito países que participaram da reunião da ONU (Organizações das Nações Unidas), ocorrida nos últimos dias 18 e 19, em Nova York (Estados Unidos).
Ministros da Saúde, chefes das agências da ONU, além de representantes da sociedade civil, como organizações de mulheres e profissionais de saúde, discutiram as formas de reduzir a mortalidade materna e infantil, que fazem parte dos desafios para os países alcançarem as Metas de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
O Grupo Curumim representou o Brasil e mostrou a experiência de dez anos de ações de capacitação de parteiras nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste brasileiras.
“O trabalho com as parteiras tradicionais é importante para que as ações de saúde reprodutiva e especialmente obstétrica propostas pelos governos tenham adesão da comunidade, já que as parteiras representam uma importante liderança. O trabalho que desenvolvemos é que elas sejam um elo entre os serviços públicos de saúde e a comunidade”, afirmou Paula Viana, do Grupo Curumim.
Em dez anos de existência, o programa Parteira já capacitou mais de 2.000 parteiras tradicionais, indígenas, quilombolas e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) dos Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazônia, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Roraima e Tocantins.

Mais de 5.000 partos

A pernambucana Maria dos Prazeres de Souza, 73 anos, é o exemplo de dedicação, amor e dom pela profissão que adotou desde a adolescência. Aos 52 anos de profissão, em 2008 a parteira atingiu nada menos do que 5.000 partos feitos por ela em residências sem a ocorrência de nenhuma morte.
Com mais de 50 anos de trabalho de partejar, ela conta que o segredo para o sucesso em 100% dos partos realizados é saber o limite que a mãe e bebê atingem para não correr riscos e complicações no parto. “Não sou eu quem ajuda as mães a parir, é Deus. Sou apenas instrumento dele, temos de ser pacientes e esperar, dentro do limite, é claro. Além do mais, faço tudo com muito amor, pois é uma vida que se inicia.”
Com graduação em enfermagem e obstetrícia, realizada na Faculdade de Medicina de Recife, em 1964, Maria dos Prazeres é uma das poucas parteiras que ainda mantêm viva a profissão. Ela conta que na adolescência ajudava o nascimento de animais, mas foi com 17 anos que ela realizou o primeiro parto “em gente”.
Da mesma forma que as parteiras tradicionais estão em extinção, os partos realizados em casa também estão. Maria dos Prazeres destaca que o perfil das mulheres adeptas ao parto natural mudou, e agora “na era da modernidade apenas as mais avançadas culturalmente têm coragem de parir com ajuda de uma parteira”.
“As mulheres com menos instrução evitam o parto normal e se deixam enganar com os médicos, que vão logo marcando o parto cesariana. Atualmente, vejo que as mulheres de classe média e alta querem manter a tradição humana de ter filhos de forma natural. O parto normal e a amamentação fazem parte da natureza humana e trazem inúmeros benefícios.”
Maria dos Prazeres disse que não cobra para realização de partos, mas “aceita uma contribuição dentro das posses que a família pode oferecer”. “Jamais cobrei pelo meu serviço, pois faço tudo com amor. Se me derem R$ 100 eu aceito. Se me derem R$ 200 também é benvindo, mas se for um muito obrigado, um beijo e um abraço, também.”

Fonte: UOL Notícias

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

MPF defende privacidade em exames em hospital universitário de Rio Grande

Uma gestante de alto risco teve procedimento ginecológico negado pelo Hospital Universitário Miguel R. Corrêa Junior porque impediu que estudantes de medicina da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG) acompanhassem o exame. O Ministério Público Federal moveu ação civil pública, julgada improcedente tanto pela Vara Federal de Rio Grande quanto pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Agora, a Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR4) apela para que o Supremo Tribunal Federal (STF) mude o entendimento.

O procurador Carlos Eduardo Copetti Leite, autor do recurso, considera que negar atendimento ao paciente que recusa o acompanhamento discente contraria direitos fundamentais como direito à dignidade, à intimidade e à saúde. Segundo ele, a questão transcende o interesse subjetivo da causa. "O objetivo da ação civil pública não é impossibilitar todo e qualquer acompanhamento de estudantes em exames médicos, mas tão somente quando o paciente sinta-se constrangido, humilhado e violado na sua intimidade", afirma.

Para a Justiça, o bem maior a ser protegido neste caso é o da excelência do ensino médico, que privilegia o interesse público de todos os cidadãos que necessitam de cuidados hospitalares. Copetti argumenta que "o grau de realização do direito fundamental ao ensino dos estudantes de medicina não é tamanho a ponto de justificar a não realização ou a restrição do direito à saúde, à intimidade e à dignidade da paciente".

O procurador acrescenta que o hospital da FURG é credenciado ao Sistema Único de Saúde (SUS), sendo remunerado por todos cidadãos para a realização de seus fins. Portanto, o ensino da medicina não pode ser obstáculo à realização de consultas e exames. Além disso, a instituição é referência em relação ao acompanhamento pré-natal de casos de alto risco: é o único em Rio Grande em que tal serviço é oferecido pelo SUS. "Exigir a busca por outra instituição seria até agravar a situação dos interessados, fazendo com que eles dispensem recursos que não possuem para o deslocamento, sendo justamente a hipossuficiência a razão que os leva a procurar um hospital público naquela localidade", defende.   
Acompanhe o caso no TRF4:

Apelação Cível Nº 5001945-73.2010.404.7101

Fonte: MPF

Anvisa proíbe venda de mamadeiras de plástico feitas com bisfenol A

Substância faz parte do policarbonato e é comum nas mamadeiras mais baratas; não há estudos conclusivos, mas a suspeita é de que ela cause problemas neurológicos em bebês

Da Redação do G1
Mamadeiras de todos os modelos, tamanhos e materiais. Algumas possuem um selo: zero por cento de BPA ou livre de BPA. Essa é a sigla de bisfenol A, uma substância que faz parte do policarbonato, um plástico transparente, bem durinho. É o material mais comum nas mamadeiras baratas.

O uso de policarbonato em mamadeiras já foi proibido no Canadá, na Austrália e na União Europeia. Agora o Brasil tomou a mesma decisão. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que, a partir janeiro do ano que vem, esses produtos não podem mais estar nas prateleiras.

O BPA também é usado para fazer tigelas e copos plásticos, mas esses produtos continuam liberados. A proibição das mamadeiras é para proteger as crianças pequenas. Segundo a Anvisa, quando se ferve a mamadeira com leite dentro, aumenta o risco de contaminação. “O aquecimento favorece a migração do bisfenol para o alimento. Então é bom evitar aquecer a mamadeira no micro-ondas para evitar o limite da migração", explica Denise Resende, gerente de alimentos da Anvisa.

A Anvisa não tem estudos conclusivos, mas suspeita que o BPA pode causar problemas neurológicos em crianças com menos de um ano. Ingrid Costa, que mora no Varjão, perto de Brasília, diz que sempre deu para o filho dela madeiras feitas de BPA. Ela nunca soube que esse tipo de plástico pode prejudicar a saúde.

A Anvisa explica que não há nenhuma proibição para a venda de bicos de mamadeiras e chupetas. É porque esses produtos são feitos com outros materiais - como látex, silicone - e não com BPA.

Fonte:  pe360graus

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Fraldada acontece no dia 10 de setembro


Teste sanguíneo irá sinalizar grávidas em risco de parto pré-termo

Um simples teste sanguíneo pode em breve indicar se um grávida está em risco de parto pré-termo. Segundo investigadores norte-americanos cerca de 80 por cento dos partos prematuros poderão assim ser prevenidos, se os médicos souberem antecipadamente que a grávida está em risco. O teste em causa permite
Segundo o estudo realizado na Universidade do Utah, oito em cada dez grávidas que dão à luz prematuramente desenvolvem no sangue três novos péptidos (bio-moléculas formados pela ligação de dois ou mais aminoácidos).
Com o teste que os identifica, os médicos podem aconselhar as grávidas a fazer alterações no seu estilo de vida, a descansar muito, e receitar hormonas que vão manter o bebé no útero durante mais tempo. Conseguir prolongar a gravidez por uma ou duas semanas já representa um enorme impacto, em termos de taxa de sobrevivência, mas também na qualidade da saúde dos bebés que sobrevivem.
O estudo foi publicado no American Journal of Obstetrics and Gynaecology.

Fonte: TVI24

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dança Materna para gestantes na Casa Moara


Novas turma, começando hoje, 5a feira, 1o de setembro.


Dança Materna

A Dança Materna para Gestantes estimula uma vivência consciente da gravidez. A mulher é convidada a experimentar-se na dança como forma de se conhecer, se expressar e lidar com todas as transformações desse momento da vida.
Dançar na gestação melhora a oxigenação e a circulação sanguínea, beneficiando mãe e bebê. Possibilita uma assimilação mais tranquila das mudanças que vão acontecendo no corpo, com o auxílio de exercícios adequados de alongamento, fortalecimento e respiração.
Colabora para uma sustentação harmoniosa do ganho de peso e contribui com a preparação para o parto, quando é preciso conciliar momentos de ação e de entrega. 

Dança Materna para Gestantes

Valores:
 
Aula avulsa/ Experimental: R$ 55 - Mensal: R$ 200- Trimestral R$ 180- Quadrimestral R$ 170- Semestral R$ 150

Horário:
19 às 20:15
Local:
Casa Moara
Rua Guararapes, 634 - Brooklin

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Morada da Floresta lança nova coleção de fraldas Soft Plush e Primavera Bebês Ecológicos


Compartilhamo com vocês o Pré Lançamento da nova coleção de Fraldas Soft Plush e Primavera Bebês Ecológicos.
A Morada da Floresta investe no trabalho com as fraldas de pano e oferece novos produtos, frutos desta dedicação em pesquisas e testes. São modernas, bonitas, fáceis de usar e inovadoras no Brasil.
Mais do que o produto em si, as fraldas de pano  conscientizam e inspiram as famílias ao consumo sustentável, à redução na produção de lixo e à educação ecológica que vem de berço.
A fralda de pano é uma alternativa ecológica, econômica e natural no cuidado com os bebês.
Compartilhe esta idéia!



Fraldas Soft Plush
Ideal para usar nos dias de frio ou também como fralda noturna com absorvente noturno sempre seco,   tem camada interna de microsoft que matém o aspécto sempre seco e camada externa em incríveis cores de Plush, use como capa ou como Pocket.
Composição: camada interna de microsoft que mantém o aspecto sempre seco, camada externa de Plush e camadas impermeáveis.

Fraldas PrimaveraIdeal para o usar de dia, tem a camada interna de microsoft que matém o aspécto sempre seco e lindas estampas externas com motivos da natureza!  Use como capa com o absorvente diurno ou absorvente sempre seco.  Composição: camada interna de microsoft que mantém o aspecto sempre seco, camada externa de Algodão e camadas impermeáveis.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O Ciclo do Amor




Por Adriana Kurdejak e Marcel Robledo Queiroz
Obstetrícia – USP

     
           Para alguns o amor não existe. Acham que há apenas um período de paixão, e que após ele deve-se apenas aprender a lidar com a outra pessoa para manter uma convivência saudável. Outros se identificam mais com a idéia do amor indestrutível, poderoso e avassalador. E ainda existem os que acreditam que o amor é algo que podemos controlar, escolher, ou que simplesmente nunca vão se apaixonar. Mas como essas pessoas explicariam um outro tipo de amor, sutil mas eficiente; o amor de uma mãe pode sentir por um filho e vice-versa?
            Hoje, sabemos que existem tanto fatores internos quanto externos ao organismo humano que influenciam na capacidade de amar. De um olhar a uma carícia, os fatores externos estão intrinsecamente atrelados aos internos. De fato, um provoca reações do outro. Mas tudo isso tem início em um momento espetacular e de beleza única: uma relação sexual.
            Neste instante, quando ocorre uma penetração, cerca de dois mililitros de sêmen carregados de aproximadamente 40 milhões de espermatozóides são depositados na vagina de uma mulher. Desses espermatozóides, talvez um deles tenha a chance de encontrar um ovócito secundário e fecundá-lo, dando início a um período mágico na vida dos seres vivos, onde milagres realmente acontecem. A partir desse momento, inúmeros acontecimentos se sucederão, preparando este organismo para que após a multiplicação dessa pequena célula resultante da combinação do espermatozóide e do ovócito secundário e sua organização, em uma forma humana, uma nova criatura que será entregue à vida. Podemos chamar de vida, mas preferimos chamar de MÃE. Essa mulher é uma das protagonistas de uma das formas mais belas daquilo que chamamos de amor. Desde o momento da fecundação o corpo dessa mulher é invadido por cargas exorbitantes de hormônios que irão provocar profundas mudanças em sua vivência. Mudanças essas, que não voltarão atrás, sendo necessárias para a existência do novo ser que foi gerado.
            Mas um desses hormônios aparece em vários episódios da vida de uma pessoa e sempre está relacionada ao amor. A ocitocina tem origem no hipotálamo, e após uma breve passagem pela neurohipófise ela é despejada na corrente sangüínea e inicia seu processo de romantização do organismo. É um hormônio romântico pois prepara o organismo para essas situações. Ela está presente no ato sexual (no homem ela é responsável pelas contrações que irão expulsar o sêmen do organismo, e na mulher pelas contrações que levarão os espermatozóides até a tuba uterina), no processo de gestação (atua no hipocampo aumentando o estabelecimento de novas conexões sinápticas, preparando a mulher para o pós-parto propiciando à ela mais memória de longo prazo, favorecendo o vínculo mãe-filho), no parto (potencializando contrações uterinas) e na amamentação (promovendo a ejeção do leite).
            Todas essas situações nas quais a ocitocina está envolvida acabam liberando endorfinas, neuro-hormônios produzidos na glândula hipófise. Essas proteínas analgésicas são responsáveis não só pelo alívio da dor do parto, mas também pela sensação de prazer experimentada por um casal no momento do orgasmo; além de serem liberadas nos momentos em que uma mãe volta a ter um contato quase simbiótico com seu bebê, durante a amamentação. Essa sensação de bem-estar não é sentida apenas pela mãe, pois o leite materno possui a capacidade de transportar algumas dessas moléculas de prazer para o bebê, que compartilha dessa experiência com sua mãe. Mas possivelmente não será a primeira vez que ele tem esse sentimento. Existem provas que um bebê pode ter acesso às endorfinas produzidas durante um orgasmo de sua mãe através da placenta, sentindo quase tanto prazer quanto sua mãe.
            O prazer gerado por estes neuro-hormônios estimula a mulher, o bebê e o homem a criarem mais situações nas quais eles liberam ocitocina, que reinicia o ciclo do amor, tornando os humanos em uma espécie viciada em amor.
             Mas estes não são os únicos hormônios que transformam uma mulher durante um processo gestacional, grandes quantidades de estrógenos e progesterona, antigos conhecidos das mulheres, são produzidos nos ovários e na placenta. Esses hormônios aumentam o corpo celular dos neurônios na área preóptica medial (mPOA) do hipotálamo, que regula as reações maternais básicas e aumenta a área superficial das projeções neurais no hipocampo, que governa a memória e o aprendizado.
            Um glicocorticóide catabólico, o cortisol, surpreendentemente tem um efeito positivo durante a gestação. O hormônio do estresse, como ele é conhecido, ampliaria sua atenção, vigilância e sensibilidade, fortalecendo o vínculo mãe-bebê após o parto. Há indícios de um possível efeito de longo prazo do cortisol, em que mulheres grávidas aos 40 anos de idade ou mais teriam chance quatro vezes maior de chegar aos 100 anos do que aquelas que engravidaram mais cedo. Nós acrescentaríamos que a gravidez e a experiência maternal subseqüente podem ter melhorado o cérebro dessas mulheres durante um período crucial, justo quando o declínio nos hormônios reprodutivos induzido pela menopausa estaria começando; ou seja, os benefícios cognitivos da maternidade podem ajudar a compensar a perda dos hormônios protetores da memória, levando a melhor saúde neural e longevidade ampliada.
            Um bebê já é inserido no mundo conhecendo o amor, e esse direito não lhe pode ser negado! A mãe ou qualquer outra pessoa que traga essa criança à vida não lhe pode negar o direito de amar e ser amado. Ele já está viciado nesse sentimento, essa já é a sua forma de viver! Alimento para uma sociedade melhor, um mundo mais romântico e humano. Seja por meio dos hormônios protagonistas ou pelos coadjuvantes, o ciclo do amor torna-se indispensável para a manutenção da vida. Mas mesmo se não fosse, continuaríamos ativando-o apenas pelo “simples” sentimento de prazer!
           
            Bibliografia
1.      Odent, M. O Parto e as origens da Violência.1994.
2.      Kinsley CH, Labert KG. Mãe. Scientific America. Nº 4, Fevereiro de 2006.

EUA ampliam indicações para parto normal

JULLIANE SILVEIRA
DE SÃO PAULO

A Associação Americana de Ginecologia e Obstetrícia publicou nesta semana novas orientações para ampliar a prática do parto normal.
Para os autores, as mães podem ter seus filhos naturalmente mesmo que já tenham se submetido a até duas cesarianas. A recomendação anterior dizia que, após uma cesárea, os partos seguintes deveriam ser realizados da mesma forma.
Grávidas de gêmeos com cesárea anterior também podem dar à luz por via vaginal, segundo o texto, desde que os bebês estejam em posição favorável. Isso é pouco praticado nos EUA e no Brasil.
Com as recomendações oficiais, especialistas americanos pretendem reduzir o número de cesáreas realizadas no país, que chega a um terço dos partos.
Médicos evitam tentar parto normal após cesáreas por causa do receio de um rompimento do útero durante o trabalho de parto. Mas o risco de complicações é menor do que 1%, segundo o artigo da associação, publicado na edição de agosto da "Obstetrics and Gynecology".
Já as cesáreas repetidas podem causar problemas mais sérios. Os países que tiveram aumento muito grande no número de partos cirúrgicos, caso dos EUA e do Brasil, apresentam mais complicações como implantação baixa da placenta, em uma região mais fina do útero, que pode causar hemorragias na hora do parto.
No Brasil, a tentativa de parto normal é permitida quando a mulher passou por apenas uma cesariana. No caso de duas ou mais cicatrizes no útero (causadas por cesárea ou outra operação), indica-se uma nova cirurgia.
"Essa é a recomendação oficial do Ministério da Saúde e da federação. Mas a grande maioria das mães que tiveram o primeiro parto por cesárea terá o segundo da mesma forma", diz José Guilherme Cecatti, vice-presidente da comissão nacional de assistência ao parto e puerpério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
Segundo Cecatti, somente hospitais públicos e universitários seguem essa orientação. "Em instituições particulares e conveniadas, o índice é zero."
Por aqui, não é recomendada a tentativa de parto normal após duas cesáreas por problemas de estrutura no sistema de saúde. "Nem todas as mulheres podem ter um acompanhamento detalhado na hora do parto."
Em 2008, 84,5% dos partos cobertos por planos de saúde foram cesarianos no Brasil. No SUS, as taxas chegaram a 31%. A Organização Mundial da Saúde considera aceitável uma taxa de até 15% de cesáreas em um país.
Na maioria dos casos, o parto cirúrgico foi realizado sem necessidade, por comodidade da mãe, que teme um parto doloroso, e do médico.

Fonte: Folha online

SLINGADA amanhã na Casa Moara!

Pessoal,
Amanhã é dia de SLINGADA na Casa Moara!!!
A Rosangela da Sampa Sling estará conosco para nos mostrar modelos de slings e passar muitas dicas úteis de como usar esse carregador de bebê pra lá de bacana.

Vale dizer que os encontros são gratuitos e acontecem toda sexta-feira, das 14 às 16h na Casa Moara (Rua Guararapes, 634, Brooklin).


Hoje tem Dança Materna na Livraria Cultura do Shopping Market Place

Pessoal, a aula é GRATUITA e é uma delícia. A Tatiana realiza um trabalho muito bacana. Vale a pena conferir!

Dança Materna para Mães e Bebês de Colo e Engatinhantes

Curso

Cidade: São Paulo/SP
Data e Hora: Hoje, (dia 11 de agosto) às 14h30
Loja: Shopping Market Place - Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 - Vila Cordeiro
Palestrante: Tatiana Tardioli
Capacidade: 10 lugares

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Daphne Rattner em São Paulo, amanhã no MASP

90º Fórum do Comitê da Cultura de Paz em parceria com UNESCO – Palas Athena promove a palestra

NASCIMENTOS HUMANIZADOS
— promovendo a paz e a não violência —
a cargo da Dra. Daphne Rattner

No início do século passado, o parto era atendido majoritariamente no domicílio, por parteiras. As famílias tinham muitos filhos para que alguns resistissem às difíceis condições de vida à época, quando não havia antibióticos para prevenir e curar infecções.
A partir dos anos quarenta, começou a crescer a tendência à hospitalização dos partos, e chegamos no final do século passado com mais de 90% dos partos realizados em hospitais. Os avanços na antibioticoterapia e na disponibilidade de meios tecnológicos para diagnóstico e terapêutica, assim como a melhoria nas condições de vida, contribuíram de forma importante para a efetiva redução na mortalidade materna e neonatal.
O entusiasmo crescente com as possibilidades do desenvolvimento industrial do século XX influenciou todos os setores da atividade humana. Também no setor Saúde o componente técnico foi privilegiado em relação ao componente do cuidado, e a racionalidade mecânica ou industrial - apenas em função da produtividade - foi aplicada a muitos aspectos da atenção. Ainda que "dar à luz não seja uma doença ou processo patológico" (Marsden Wagner, 1982), a assistência a nascimentos também seguiu esse padrão industrial, e algumas maternidades agendam cesarianas como se fossem uma linha de produção de nascimentos, por conveniência de profissionais e das instituições, ostentando taxas de 70% e até 100% de cesáreas.
Por outro lado, tem crescido o número de pesquisas que identificam algumas práticas de atenção como formas de violência institucional, tanto para mulheres como para seus bebês, havendo trabalhos que salientam a importância da primeira vivência infantil como marcadora (imprinting) para a continuidade da vida desse recém-nascido.
Considerando a riqueza desse processo, que além de biológico, tem sido abordado como fenômeno cultural, social, sexual e espiritual, numa concepção holística, há um forte movimento nacional e internacional que propõe a humanização da atenção a nascimentos e partos como uma resposta à mecanização na organização do trabalho e à violência institucional.
É sobre esse importante aspecto da vida – o bom começo – que falaremos neste fórum, buscando compartilhar a perspectiva positiva de mudança nas práticas de atenção como uma contribuição para a redução da violência grassante em nossa sociedade.

Daphne Rattner é médica epidemiologista, com doutorado pela Universidade da Carolina do Norte, EUA, professora da Universidade de Brasília - Departamento de Saúde Coletiva; integra a diretoria da International MotherBaby Childbirth Organization – IMBCO e a coordenação executiva da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa; é conselheira da Rede Ibfan-Brasil – International Breastfeeding Action Network e da Relacahupan – Rede Latinoamericana e do Caribe pela Humanização do Parto e Nascimento; organizou com Belkis Trench o livro Humanizando Nascimentos e Partos; e foi presidente da III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, realizada em Brasília em novembro de 2010.

ENTRADA FRANCA
9 de agosto de 2011 ▪ terça-feira ▪ 19 horas
Auditório do MASP ▪ Museu de Arte de São Paulo
Av. Paulista, 1578 - São Paulo/SP - Estação Trianon-Masp do metrô
Não é necessário fazer inscrição antecipada

Realização: Comitê da Cultura de Paz

domingo, 7 de agosto de 2011

Convite: Movendo energia para o encontro das 13 avós Internacionais no Brasil

Pessoal,
Segue convite da amiga Sabrina Alves sobre um evento amanhã em prol do Encontro das 13 avós internacionais aqui no Brasil. Estarei lá com certeza!

Queridas mulheres,

Continuando na força de promover ações que contribuam para a re-emergencia da cultura da mulher, com amor estamos dedicando nossas melhores ações para este evento. Pedimos com amor que nos ajude a divulgar para promover com segurança e conforto a estada dessas maravilhosas mulheres no Brasil.

Sigamos conectadas.
Com amor Sabrina

Movendo energia para o encontro das 13 avós internacionais no Brasil




Ação para promover e arrecadar fundos monetários para o evento “Voz das Avós das Quatro Direções do Planeta”

08 de agosto, 20hs

(veja abaixo)

Como parte do evento “A Voz das Avós: O ontem, o hoje e o amanha no fluir das águas” que reunirá o “Conselho Internacional das 13 Avós Nativas” em Brasília nos dias 21 a 24 de Outubro, na Unipaz/Brasília o Coletivo de Mulheres CCS (Clã Ciclos Sagrados) fará exibições sincrônicas e simultâneas no Brasil e em países da América Latina do filme “Transformando oração em ação” com a intenção de arrecadar fundos monetários para financiar a vinda e hospedagem das Avós.

COMO: Mulheres (guardiãs) do “Círculo Sagrado de Visões Femininas” movimento de mulheres do ColetivoCCS, autorizadas a exibir o filme, farão sessões simultâneas e sincrônicas do filme, seguido sempre de roda de cantos, danças etc para ajudar a movimentar a energia financeira para o “Voz das Avós das
Quatro Direções do Planeta”

::QUANDO:: 08 de agosto, às 20hs
::CONTRIBUIÇÃO::
Valor mínimo R$25,00.
Valor desejável R$ 50,00

Os valores para as exibições do filme são simbólicas. Está atrelado ao valor além da doação a contribuição para o encontro de mensageiras da Paz que viajam o mundo usando suas imagens para criar junto a governantes locais ações em prol da Paz e para criação de politicas publicas de sustentabilidade para o meio ambiente, os povos indígenas, as mulheres e por uma economia justa.

::ONDE::
Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala
www.naradeva.com.br
Endereço: Rua Coriolano, 169/171,  Pompéia
(Prox. Ao Sesc Pompéia e ao Shopping Bourbon)
Fone: 011-3862-7321 (pedimos que confirme presença)

Após exibição do filme “Transformando oração em ação”, contaremos com a presença de Maria Alice (Avó, membro do Conselho Internacional das 13 Avós Nativas) que falará das ações do Conselho e dará seu depoimento e também teremos roda de cantos com a presença de Sthan Xannia, Sabrina Alves e Júlia
Campos Freire.

Sabemos parir

Hoje de manhã me lembrei desta linda canção da Rosa Zaragoza que acompanha muitas mulheres na hora de parir e inspirar muitas outras para esse momento sagrado.


Siente que el momento llega.
(Sinta que o momento está chegando)
Siente: tus huesos son fuertes.
(Sinta: teus ossos são fortes) 
Siente: estamos ayudando.
(Sinta: estamos ajudando) 
Lo divino está contigo.
(O divino está com você) 
Siente: el niño está en la puerta.
(Sinta: o bebê está na porta)
Vivirá para abrazarte.
(Viverá para te abraçar)
Siente: estás en buenas manos
(Sinta: está em boas mãos)
y eres parte de la tierra.
(e é parte da terra)
Tienes lo que necesitas,
(tens o que necessitas)
madre de todos nosotros.
(mãe de todos nós).
 
Canção inspirada em um poema do livro "A tenda vermelha", de Anita Diamant, de leitura recomendada.
A música é de um Mantra tibetano.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Remédio diminui trabalho de parto mas não reduz intervenções

NICHOLAS BAKALAR
DO "NEW YORK TIMES"

A oxitocina sintética é um medicamento seguro e eficaz para acelerar o trabalho de parto. Porém, segundo nova análise de estudos sobre a droga, ela não reduz o número de cesarianas nem de partos a fórceps.
O trabalho de parto lento está relacionado à morbidade fetal e materna. A razão médica mais comum para a realização da cesariana é a ausência de progresso na evolução do processo. A pitocina, versão sintética da oxitocina produzida pela glândula pituitária, é fornecida para acelerar as contrações e diminuir a necessidade de parto assistido.
Contudo, uma análise publicada on-line em julho, na Biblioteca Cochrane, sugere que o medicamento pode não estar atingindo o seu objetivo.
Pesquisadores dos hospitais da Universidade de Nottingham, na Inglatera, reuniram dados de oito estudos aleatórios envolvendo 1.338 gestantes de baixo risco, na primeira fase do trabalho de parto. Em comparação com a ausência de tratamento, o uso da oxitocina sintética encurtou em duas horas o trabalho de parto. Porém, as cesarianas não diminuíram com o uso do medicamento nem houve aumento do número de partos não assistidos.
O fornecimento de pitocina no início ou no final do trabalho de parto não apresentou diferença aos resultados. Ele parece não oferecer prejuízos ao bebê nem à mãe, porém, a amostra era muito pequena para indicar se o medicamento exerce alguma influência na taxa de mortalidade dos recém-nascidos.
"Nós precisamos de formas mais adequadas de controlar o progresso do trabalho de parto", afirma o doutor George J. Bugg, principal autor do estudo e médico obstetra dos hospitais da Universidade de Nottingham.
"Trata-se de um problema real e o método que utilizamos por tanto tempo não funciona de fato".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/953384-remedio-diminui-trabalho-de-parto-mas-nao-reduz-intervencoes.shtml

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

UNICEF e Ministério da Saúde lançam Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê

Mais do que uma publicação, o guia será instrumento de capacitação de agentes multiplicadores, que levarão as informações para mães, gestantes e suas famílias*

Rio de Janeiro, 1º de agosto – O UNICEF e o Ministério da Saúde lançaram hoje o Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê, desenvolvido em parceria pelas duas organizações para fortalecer a capacidade de mães, gestantes e famílias de exigir seus direitos.

A publicação foi apresentada hoje de manhã, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pela representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, no Rio de Janeiro, durante a abertura nacional da Semana Mundial da Amamentação (SMAM 2011), realizada
pelo Ministério em parceria com o UNICEF e a Sociedade Brasileira de Pediatria.

A publicação faz parte das ações da Rede Cegonha, programa do governo federal, e do Selo UNICEF Município Aprovado nos municípios da Amazônia Legal, do Semiárido brasileiro e nas comunidades populares do Rio de Janeiro e de São Paulo. Mais do que uma publicação, o guia será instrumento de capacitação de agentes multiplicadores, que levarão as informações para as comunidades. O objetivo é contribuir para que a sociedade conheça e saiba como exigir esses direitos, fortalecendo o controle social e, assim, garantindo que os direitos assegurados em lei e transformados em políticas públicas sejam cumpridos.

Ilustrado pelo cartunista Ziraldo, o guia apresenta de forma simples e direta informações essenciais sobre o direito ao pré-natal de qualidade, ao parto humanizado e à assistência ao recém-nascido e à mãe, além de
informações sobre a legislação vigente. Por meio do Selo UNICEF Município Aprovado, serão capacitados para disseminar os conteúdos do guia conselheiros, lideranças comunitárias, agentes comunitários de saúde, profissionais de áreas como assistência social e mídia.

A publicação, realizada com a Editora Globo, conta com o apoio da RGE, empresa do grupo CPFL Energia. Na primeira fase da iniciativa, serão distribuídos 25.000 exemplares em todo
o país. “É corajosa e inovadora a postura do Ministério de Saúde de participar dessa proposta baseada numa perspectiva de direitos. Por meio dessa iniciativa, o governo fortalece o controle social e a capacidade dos cidadãos de cobrar políticas públicas mais universais e efetivas”, diz Marie-Pierre Poirier, representante do UNICEF no Brasil. Segundo ela, essa é uma iniciativa que pode gerar um ciclo muito positivo: ao ter fortalecida sua capacidade de exigir seus direitos, os cidadãos podem apontar o que está ou não funcionando, ajudando o governo a melhorar os serviços oferecidos, o que pode gerar mudanças positivas no sistema de saúde. É um processo de retroalimentação que beneficia não apenas aos usuários, mas também fortalece a capacidade de atuação dos gestores públicos.

O UNICEF tem desenvolvido materiais similares para fortalecimento das competências familiares adotando o mesmo conceito de “ação em rede” para disseminação das informações. O guia, no entanto, complementa essas ações ao levar para as famílias informações sobre como exigir seus direitos assegurados pelo marco legal e normativo brasileiro.

*SMAM 2011
*
A Semana Mundial da Amamentação, uma iniciativa da World Alliance for Breastfeeding Action (Waba), traz este ano o tema “Fala comigo! Amamentação – uma Experiência a 3 dimensões.” Além do tempo (período anterior à gravidez até o período de desmame) e do local (a casa, comunidade, sistema de saúde, entre outros), a Waba alerta para a terceira dimensão – a comunicação – e para os benefícios que a troca
de experiências e de conhecimentos podem gerar no apoio ao aleitamento materno. A ideia é salientar a importância da comunicação, em vários níveis e entre diferentes setores da sociedade, no apoio ao aleitamento materno.
O UNICEF acredita que, por meio de ação conjunta, é possível garantir os direitos de mães, gestantes e seus bebês. Por isso, defende a idea de que sociedade tem a responsabilidade de garantir que a mãe possa amamentar seu filho, principalmente até os seis meses de vida da criança, período em que o bebê deve apenas ingerir o leite materno.

*Para o UNICEF*
· Mães ainda enfrentam diversas barreiras para amamentar seus filhos. O preconceito de dar o peito ao filho em público e as dificuldades em conciliar seus horários de trabalho com os de amamentação são algumas das principais delas.
· Cada um de nós tem a responsabilidade de garantir que a mãe possa amamentar seu filho de forma adequada, principalmente até os 6 meses de vida da criança. Não é suficiente apenas divulgar ou trocar informações sobre esse direito. Precisamos garantir as condições para que esse direito seja realizado.
· Toda forma de preconceito contra a amamentação em público deve ser fortemente combatida por cada um de nós. Amamentar é um ato que deve gerar solidariedade e não recriminação.
· Empresas devem respeitar a legislação que garante à mãe que amamenta dispensa do trabalho duas vezes por dia, por pelo menos 30 minutos, para amamentar, até o bebê completar 6 meses (Art. 396 da CLT). Esses períodos podem ser negociados com o patrão e agrupados para uma hora (Art. 396 da CLT).· Amamentar não garante apenas benefícios nutricionais ao bebê: gera também grande impacto no desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança ao fortalecer o vínculo afetivo entre o bebê e a mãe, além de garantir à criança a segurança e proteção que ela precisa nessa fase da vida.

Fonte: http://www.bvnews.com.br/