segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Morada da Floresta lança nova coleção de fraldas Soft Plush e Primavera Bebês Ecológicos


Compartilhamo com vocês o Pré Lançamento da nova coleção de Fraldas Soft Plush e Primavera Bebês Ecológicos.
A Morada da Floresta investe no trabalho com as fraldas de pano e oferece novos produtos, frutos desta dedicação em pesquisas e testes. São modernas, bonitas, fáceis de usar e inovadoras no Brasil.
Mais do que o produto em si, as fraldas de pano  conscientizam e inspiram as famílias ao consumo sustentável, à redução na produção de lixo e à educação ecológica que vem de berço.
A fralda de pano é uma alternativa ecológica, econômica e natural no cuidado com os bebês.
Compartilhe esta idéia!



Fraldas Soft Plush
Ideal para usar nos dias de frio ou também como fralda noturna com absorvente noturno sempre seco,   tem camada interna de microsoft que matém o aspécto sempre seco e camada externa em incríveis cores de Plush, use como capa ou como Pocket.
Composição: camada interna de microsoft que mantém o aspecto sempre seco, camada externa de Plush e camadas impermeáveis.

Fraldas PrimaveraIdeal para o usar de dia, tem a camada interna de microsoft que matém o aspécto sempre seco e lindas estampas externas com motivos da natureza!  Use como capa com o absorvente diurno ou absorvente sempre seco.  Composição: camada interna de microsoft que mantém o aspecto sempre seco, camada externa de Algodão e camadas impermeáveis.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O Ciclo do Amor




Por Adriana Kurdejak e Marcel Robledo Queiroz
Obstetrícia – USP

     
           Para alguns o amor não existe. Acham que há apenas um período de paixão, e que após ele deve-se apenas aprender a lidar com a outra pessoa para manter uma convivência saudável. Outros se identificam mais com a idéia do amor indestrutível, poderoso e avassalador. E ainda existem os que acreditam que o amor é algo que podemos controlar, escolher, ou que simplesmente nunca vão se apaixonar. Mas como essas pessoas explicariam um outro tipo de amor, sutil mas eficiente; o amor de uma mãe pode sentir por um filho e vice-versa?
            Hoje, sabemos que existem tanto fatores internos quanto externos ao organismo humano que influenciam na capacidade de amar. De um olhar a uma carícia, os fatores externos estão intrinsecamente atrelados aos internos. De fato, um provoca reações do outro. Mas tudo isso tem início em um momento espetacular e de beleza única: uma relação sexual.
            Neste instante, quando ocorre uma penetração, cerca de dois mililitros de sêmen carregados de aproximadamente 40 milhões de espermatozóides são depositados na vagina de uma mulher. Desses espermatozóides, talvez um deles tenha a chance de encontrar um ovócito secundário e fecundá-lo, dando início a um período mágico na vida dos seres vivos, onde milagres realmente acontecem. A partir desse momento, inúmeros acontecimentos se sucederão, preparando este organismo para que após a multiplicação dessa pequena célula resultante da combinação do espermatozóide e do ovócito secundário e sua organização, em uma forma humana, uma nova criatura que será entregue à vida. Podemos chamar de vida, mas preferimos chamar de MÃE. Essa mulher é uma das protagonistas de uma das formas mais belas daquilo que chamamos de amor. Desde o momento da fecundação o corpo dessa mulher é invadido por cargas exorbitantes de hormônios que irão provocar profundas mudanças em sua vivência. Mudanças essas, que não voltarão atrás, sendo necessárias para a existência do novo ser que foi gerado.
            Mas um desses hormônios aparece em vários episódios da vida de uma pessoa e sempre está relacionada ao amor. A ocitocina tem origem no hipotálamo, e após uma breve passagem pela neurohipófise ela é despejada na corrente sangüínea e inicia seu processo de romantização do organismo. É um hormônio romântico pois prepara o organismo para essas situações. Ela está presente no ato sexual (no homem ela é responsável pelas contrações que irão expulsar o sêmen do organismo, e na mulher pelas contrações que levarão os espermatozóides até a tuba uterina), no processo de gestação (atua no hipocampo aumentando o estabelecimento de novas conexões sinápticas, preparando a mulher para o pós-parto propiciando à ela mais memória de longo prazo, favorecendo o vínculo mãe-filho), no parto (potencializando contrações uterinas) e na amamentação (promovendo a ejeção do leite).
            Todas essas situações nas quais a ocitocina está envolvida acabam liberando endorfinas, neuro-hormônios produzidos na glândula hipófise. Essas proteínas analgésicas são responsáveis não só pelo alívio da dor do parto, mas também pela sensação de prazer experimentada por um casal no momento do orgasmo; além de serem liberadas nos momentos em que uma mãe volta a ter um contato quase simbiótico com seu bebê, durante a amamentação. Essa sensação de bem-estar não é sentida apenas pela mãe, pois o leite materno possui a capacidade de transportar algumas dessas moléculas de prazer para o bebê, que compartilha dessa experiência com sua mãe. Mas possivelmente não será a primeira vez que ele tem esse sentimento. Existem provas que um bebê pode ter acesso às endorfinas produzidas durante um orgasmo de sua mãe através da placenta, sentindo quase tanto prazer quanto sua mãe.
            O prazer gerado por estes neuro-hormônios estimula a mulher, o bebê e o homem a criarem mais situações nas quais eles liberam ocitocina, que reinicia o ciclo do amor, tornando os humanos em uma espécie viciada em amor.
             Mas estes não são os únicos hormônios que transformam uma mulher durante um processo gestacional, grandes quantidades de estrógenos e progesterona, antigos conhecidos das mulheres, são produzidos nos ovários e na placenta. Esses hormônios aumentam o corpo celular dos neurônios na área preóptica medial (mPOA) do hipotálamo, que regula as reações maternais básicas e aumenta a área superficial das projeções neurais no hipocampo, que governa a memória e o aprendizado.
            Um glicocorticóide catabólico, o cortisol, surpreendentemente tem um efeito positivo durante a gestação. O hormônio do estresse, como ele é conhecido, ampliaria sua atenção, vigilância e sensibilidade, fortalecendo o vínculo mãe-bebê após o parto. Há indícios de um possível efeito de longo prazo do cortisol, em que mulheres grávidas aos 40 anos de idade ou mais teriam chance quatro vezes maior de chegar aos 100 anos do que aquelas que engravidaram mais cedo. Nós acrescentaríamos que a gravidez e a experiência maternal subseqüente podem ter melhorado o cérebro dessas mulheres durante um período crucial, justo quando o declínio nos hormônios reprodutivos induzido pela menopausa estaria começando; ou seja, os benefícios cognitivos da maternidade podem ajudar a compensar a perda dos hormônios protetores da memória, levando a melhor saúde neural e longevidade ampliada.
            Um bebê já é inserido no mundo conhecendo o amor, e esse direito não lhe pode ser negado! A mãe ou qualquer outra pessoa que traga essa criança à vida não lhe pode negar o direito de amar e ser amado. Ele já está viciado nesse sentimento, essa já é a sua forma de viver! Alimento para uma sociedade melhor, um mundo mais romântico e humano. Seja por meio dos hormônios protagonistas ou pelos coadjuvantes, o ciclo do amor torna-se indispensável para a manutenção da vida. Mas mesmo se não fosse, continuaríamos ativando-o apenas pelo “simples” sentimento de prazer!
           
            Bibliografia
1.      Odent, M. O Parto e as origens da Violência.1994.
2.      Kinsley CH, Labert KG. Mãe. Scientific America. Nº 4, Fevereiro de 2006.

EUA ampliam indicações para parto normal

JULLIANE SILVEIRA
DE SÃO PAULO

A Associação Americana de Ginecologia e Obstetrícia publicou nesta semana novas orientações para ampliar a prática do parto normal.
Para os autores, as mães podem ter seus filhos naturalmente mesmo que já tenham se submetido a até duas cesarianas. A recomendação anterior dizia que, após uma cesárea, os partos seguintes deveriam ser realizados da mesma forma.
Grávidas de gêmeos com cesárea anterior também podem dar à luz por via vaginal, segundo o texto, desde que os bebês estejam em posição favorável. Isso é pouco praticado nos EUA e no Brasil.
Com as recomendações oficiais, especialistas americanos pretendem reduzir o número de cesáreas realizadas no país, que chega a um terço dos partos.
Médicos evitam tentar parto normal após cesáreas por causa do receio de um rompimento do útero durante o trabalho de parto. Mas o risco de complicações é menor do que 1%, segundo o artigo da associação, publicado na edição de agosto da "Obstetrics and Gynecology".
Já as cesáreas repetidas podem causar problemas mais sérios. Os países que tiveram aumento muito grande no número de partos cirúrgicos, caso dos EUA e do Brasil, apresentam mais complicações como implantação baixa da placenta, em uma região mais fina do útero, que pode causar hemorragias na hora do parto.
No Brasil, a tentativa de parto normal é permitida quando a mulher passou por apenas uma cesariana. No caso de duas ou mais cicatrizes no útero (causadas por cesárea ou outra operação), indica-se uma nova cirurgia.
"Essa é a recomendação oficial do Ministério da Saúde e da federação. Mas a grande maioria das mães que tiveram o primeiro parto por cesárea terá o segundo da mesma forma", diz José Guilherme Cecatti, vice-presidente da comissão nacional de assistência ao parto e puerpério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
Segundo Cecatti, somente hospitais públicos e universitários seguem essa orientação. "Em instituições particulares e conveniadas, o índice é zero."
Por aqui, não é recomendada a tentativa de parto normal após duas cesáreas por problemas de estrutura no sistema de saúde. "Nem todas as mulheres podem ter um acompanhamento detalhado na hora do parto."
Em 2008, 84,5% dos partos cobertos por planos de saúde foram cesarianos no Brasil. No SUS, as taxas chegaram a 31%. A Organização Mundial da Saúde considera aceitável uma taxa de até 15% de cesáreas em um país.
Na maioria dos casos, o parto cirúrgico foi realizado sem necessidade, por comodidade da mãe, que teme um parto doloroso, e do médico.

Fonte: Folha online

SLINGADA amanhã na Casa Moara!

Pessoal,
Amanhã é dia de SLINGADA na Casa Moara!!!
A Rosangela da Sampa Sling estará conosco para nos mostrar modelos de slings e passar muitas dicas úteis de como usar esse carregador de bebê pra lá de bacana.

Vale dizer que os encontros são gratuitos e acontecem toda sexta-feira, das 14 às 16h na Casa Moara (Rua Guararapes, 634, Brooklin).


Hoje tem Dança Materna na Livraria Cultura do Shopping Market Place

Pessoal, a aula é GRATUITA e é uma delícia. A Tatiana realiza um trabalho muito bacana. Vale a pena conferir!

Dança Materna para Mães e Bebês de Colo e Engatinhantes

Curso

Cidade: São Paulo/SP
Data e Hora: Hoje, (dia 11 de agosto) às 14h30
Loja: Shopping Market Place - Av. Dr. Chucri Zaidan, 902 - Vila Cordeiro
Palestrante: Tatiana Tardioli
Capacidade: 10 lugares

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Daphne Rattner em São Paulo, amanhã no MASP

90º Fórum do Comitê da Cultura de Paz em parceria com UNESCO – Palas Athena promove a palestra

NASCIMENTOS HUMANIZADOS
— promovendo a paz e a não violência —
a cargo da Dra. Daphne Rattner

No início do século passado, o parto era atendido majoritariamente no domicílio, por parteiras. As famílias tinham muitos filhos para que alguns resistissem às difíceis condições de vida à época, quando não havia antibióticos para prevenir e curar infecções.
A partir dos anos quarenta, começou a crescer a tendência à hospitalização dos partos, e chegamos no final do século passado com mais de 90% dos partos realizados em hospitais. Os avanços na antibioticoterapia e na disponibilidade de meios tecnológicos para diagnóstico e terapêutica, assim como a melhoria nas condições de vida, contribuíram de forma importante para a efetiva redução na mortalidade materna e neonatal.
O entusiasmo crescente com as possibilidades do desenvolvimento industrial do século XX influenciou todos os setores da atividade humana. Também no setor Saúde o componente técnico foi privilegiado em relação ao componente do cuidado, e a racionalidade mecânica ou industrial - apenas em função da produtividade - foi aplicada a muitos aspectos da atenção. Ainda que "dar à luz não seja uma doença ou processo patológico" (Marsden Wagner, 1982), a assistência a nascimentos também seguiu esse padrão industrial, e algumas maternidades agendam cesarianas como se fossem uma linha de produção de nascimentos, por conveniência de profissionais e das instituições, ostentando taxas de 70% e até 100% de cesáreas.
Por outro lado, tem crescido o número de pesquisas que identificam algumas práticas de atenção como formas de violência institucional, tanto para mulheres como para seus bebês, havendo trabalhos que salientam a importância da primeira vivência infantil como marcadora (imprinting) para a continuidade da vida desse recém-nascido.
Considerando a riqueza desse processo, que além de biológico, tem sido abordado como fenômeno cultural, social, sexual e espiritual, numa concepção holística, há um forte movimento nacional e internacional que propõe a humanização da atenção a nascimentos e partos como uma resposta à mecanização na organização do trabalho e à violência institucional.
É sobre esse importante aspecto da vida – o bom começo – que falaremos neste fórum, buscando compartilhar a perspectiva positiva de mudança nas práticas de atenção como uma contribuição para a redução da violência grassante em nossa sociedade.

Daphne Rattner é médica epidemiologista, com doutorado pela Universidade da Carolina do Norte, EUA, professora da Universidade de Brasília - Departamento de Saúde Coletiva; integra a diretoria da International MotherBaby Childbirth Organization – IMBCO e a coordenação executiva da Rede pela Humanização do Parto e Nascimento - ReHuNa; é conselheira da Rede Ibfan-Brasil – International Breastfeeding Action Network e da Relacahupan – Rede Latinoamericana e do Caribe pela Humanização do Parto e Nascimento; organizou com Belkis Trench o livro Humanizando Nascimentos e Partos; e foi presidente da III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, realizada em Brasília em novembro de 2010.

ENTRADA FRANCA
9 de agosto de 2011 ▪ terça-feira ▪ 19 horas
Auditório do MASP ▪ Museu de Arte de São Paulo
Av. Paulista, 1578 - São Paulo/SP - Estação Trianon-Masp do metrô
Não é necessário fazer inscrição antecipada

Realização: Comitê da Cultura de Paz

domingo, 7 de agosto de 2011

Convite: Movendo energia para o encontro das 13 avós Internacionais no Brasil

Pessoal,
Segue convite da amiga Sabrina Alves sobre um evento amanhã em prol do Encontro das 13 avós internacionais aqui no Brasil. Estarei lá com certeza!

Queridas mulheres,

Continuando na força de promover ações que contribuam para a re-emergencia da cultura da mulher, com amor estamos dedicando nossas melhores ações para este evento. Pedimos com amor que nos ajude a divulgar para promover com segurança e conforto a estada dessas maravilhosas mulheres no Brasil.

Sigamos conectadas.
Com amor Sabrina

Movendo energia para o encontro das 13 avós internacionais no Brasil




Ação para promover e arrecadar fundos monetários para o evento “Voz das Avós das Quatro Direções do Planeta”

08 de agosto, 20hs

(veja abaixo)

Como parte do evento “A Voz das Avós: O ontem, o hoje e o amanha no fluir das águas” que reunirá o “Conselho Internacional das 13 Avós Nativas” em Brasília nos dias 21 a 24 de Outubro, na Unipaz/Brasília o Coletivo de Mulheres CCS (Clã Ciclos Sagrados) fará exibições sincrônicas e simultâneas no Brasil e em países da América Latina do filme “Transformando oração em ação” com a intenção de arrecadar fundos monetários para financiar a vinda e hospedagem das Avós.

COMO: Mulheres (guardiãs) do “Círculo Sagrado de Visões Femininas” movimento de mulheres do ColetivoCCS, autorizadas a exibir o filme, farão sessões simultâneas e sincrônicas do filme, seguido sempre de roda de cantos, danças etc para ajudar a movimentar a energia financeira para o “Voz das Avós das
Quatro Direções do Planeta”

::QUANDO:: 08 de agosto, às 20hs
::CONTRIBUIÇÃO::
Valor mínimo R$25,00.
Valor desejável R$ 50,00

Os valores para as exibições do filme são simbólicas. Está atrelado ao valor além da doação a contribuição para o encontro de mensageiras da Paz que viajam o mundo usando suas imagens para criar junto a governantes locais ações em prol da Paz e para criação de politicas publicas de sustentabilidade para o meio ambiente, os povos indígenas, as mulheres e por uma economia justa.

::ONDE::
Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala
www.naradeva.com.br
Endereço: Rua Coriolano, 169/171,  Pompéia
(Prox. Ao Sesc Pompéia e ao Shopping Bourbon)
Fone: 011-3862-7321 (pedimos que confirme presença)

Após exibição do filme “Transformando oração em ação”, contaremos com a presença de Maria Alice (Avó, membro do Conselho Internacional das 13 Avós Nativas) que falará das ações do Conselho e dará seu depoimento e também teremos roda de cantos com a presença de Sthan Xannia, Sabrina Alves e Júlia
Campos Freire.

Sabemos parir

Hoje de manhã me lembrei desta linda canção da Rosa Zaragoza que acompanha muitas mulheres na hora de parir e inspirar muitas outras para esse momento sagrado.


Siente que el momento llega.
(Sinta que o momento está chegando)
Siente: tus huesos son fuertes.
(Sinta: teus ossos são fortes) 
Siente: estamos ayudando.
(Sinta: estamos ajudando) 
Lo divino está contigo.
(O divino está com você) 
Siente: el niño está en la puerta.
(Sinta: o bebê está na porta)
Vivirá para abrazarte.
(Viverá para te abraçar)
Siente: estás en buenas manos
(Sinta: está em boas mãos)
y eres parte de la tierra.
(e é parte da terra)
Tienes lo que necesitas,
(tens o que necessitas)
madre de todos nosotros.
(mãe de todos nós).
 
Canção inspirada em um poema do livro "A tenda vermelha", de Anita Diamant, de leitura recomendada.
A música é de um Mantra tibetano.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Remédio diminui trabalho de parto mas não reduz intervenções

NICHOLAS BAKALAR
DO "NEW YORK TIMES"

A oxitocina sintética é um medicamento seguro e eficaz para acelerar o trabalho de parto. Porém, segundo nova análise de estudos sobre a droga, ela não reduz o número de cesarianas nem de partos a fórceps.
O trabalho de parto lento está relacionado à morbidade fetal e materna. A razão médica mais comum para a realização da cesariana é a ausência de progresso na evolução do processo. A pitocina, versão sintética da oxitocina produzida pela glândula pituitária, é fornecida para acelerar as contrações e diminuir a necessidade de parto assistido.
Contudo, uma análise publicada on-line em julho, na Biblioteca Cochrane, sugere que o medicamento pode não estar atingindo o seu objetivo.
Pesquisadores dos hospitais da Universidade de Nottingham, na Inglatera, reuniram dados de oito estudos aleatórios envolvendo 1.338 gestantes de baixo risco, na primeira fase do trabalho de parto. Em comparação com a ausência de tratamento, o uso da oxitocina sintética encurtou em duas horas o trabalho de parto. Porém, as cesarianas não diminuíram com o uso do medicamento nem houve aumento do número de partos não assistidos.
O fornecimento de pitocina no início ou no final do trabalho de parto não apresentou diferença aos resultados. Ele parece não oferecer prejuízos ao bebê nem à mãe, porém, a amostra era muito pequena para indicar se o medicamento exerce alguma influência na taxa de mortalidade dos recém-nascidos.
"Nós precisamos de formas mais adequadas de controlar o progresso do trabalho de parto", afirma o doutor George J. Bugg, principal autor do estudo e médico obstetra dos hospitais da Universidade de Nottingham.
"Trata-se de um problema real e o método que utilizamos por tanto tempo não funciona de fato".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/953384-remedio-diminui-trabalho-de-parto-mas-nao-reduz-intervencoes.shtml

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

UNICEF e Ministério da Saúde lançam Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê

Mais do que uma publicação, o guia será instrumento de capacitação de agentes multiplicadores, que levarão as informações para mães, gestantes e suas famílias*

Rio de Janeiro, 1º de agosto – O UNICEF e o Ministério da Saúde lançaram hoje o Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê, desenvolvido em parceria pelas duas organizações para fortalecer a capacidade de mães, gestantes e famílias de exigir seus direitos.

A publicação foi apresentada hoje de manhã, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pela representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, no Rio de Janeiro, durante a abertura nacional da Semana Mundial da Amamentação (SMAM 2011), realizada
pelo Ministério em parceria com o UNICEF e a Sociedade Brasileira de Pediatria.

A publicação faz parte das ações da Rede Cegonha, programa do governo federal, e do Selo UNICEF Município Aprovado nos municípios da Amazônia Legal, do Semiárido brasileiro e nas comunidades populares do Rio de Janeiro e de São Paulo. Mais do que uma publicação, o guia será instrumento de capacitação de agentes multiplicadores, que levarão as informações para as comunidades. O objetivo é contribuir para que a sociedade conheça e saiba como exigir esses direitos, fortalecendo o controle social e, assim, garantindo que os direitos assegurados em lei e transformados em políticas públicas sejam cumpridos.

Ilustrado pelo cartunista Ziraldo, o guia apresenta de forma simples e direta informações essenciais sobre o direito ao pré-natal de qualidade, ao parto humanizado e à assistência ao recém-nascido e à mãe, além de
informações sobre a legislação vigente. Por meio do Selo UNICEF Município Aprovado, serão capacitados para disseminar os conteúdos do guia conselheiros, lideranças comunitárias, agentes comunitários de saúde, profissionais de áreas como assistência social e mídia.

A publicação, realizada com a Editora Globo, conta com o apoio da RGE, empresa do grupo CPFL Energia. Na primeira fase da iniciativa, serão distribuídos 25.000 exemplares em todo
o país. “É corajosa e inovadora a postura do Ministério de Saúde de participar dessa proposta baseada numa perspectiva de direitos. Por meio dessa iniciativa, o governo fortalece o controle social e a capacidade dos cidadãos de cobrar políticas públicas mais universais e efetivas”, diz Marie-Pierre Poirier, representante do UNICEF no Brasil. Segundo ela, essa é uma iniciativa que pode gerar um ciclo muito positivo: ao ter fortalecida sua capacidade de exigir seus direitos, os cidadãos podem apontar o que está ou não funcionando, ajudando o governo a melhorar os serviços oferecidos, o que pode gerar mudanças positivas no sistema de saúde. É um processo de retroalimentação que beneficia não apenas aos usuários, mas também fortalece a capacidade de atuação dos gestores públicos.

O UNICEF tem desenvolvido materiais similares para fortalecimento das competências familiares adotando o mesmo conceito de “ação em rede” para disseminação das informações. O guia, no entanto, complementa essas ações ao levar para as famílias informações sobre como exigir seus direitos assegurados pelo marco legal e normativo brasileiro.

*SMAM 2011
*
A Semana Mundial da Amamentação, uma iniciativa da World Alliance for Breastfeeding Action (Waba), traz este ano o tema “Fala comigo! Amamentação – uma Experiência a 3 dimensões.” Além do tempo (período anterior à gravidez até o período de desmame) e do local (a casa, comunidade, sistema de saúde, entre outros), a Waba alerta para a terceira dimensão – a comunicação – e para os benefícios que a troca
de experiências e de conhecimentos podem gerar no apoio ao aleitamento materno. A ideia é salientar a importância da comunicação, em vários níveis e entre diferentes setores da sociedade, no apoio ao aleitamento materno.
O UNICEF acredita que, por meio de ação conjunta, é possível garantir os direitos de mães, gestantes e seus bebês. Por isso, defende a idea de que sociedade tem a responsabilidade de garantir que a mãe possa amamentar seu filho, principalmente até os seis meses de vida da criança, período em que o bebê deve apenas ingerir o leite materno.

*Para o UNICEF*
· Mães ainda enfrentam diversas barreiras para amamentar seus filhos. O preconceito de dar o peito ao filho em público e as dificuldades em conciliar seus horários de trabalho com os de amamentação são algumas das principais delas.
· Cada um de nós tem a responsabilidade de garantir que a mãe possa amamentar seu filho de forma adequada, principalmente até os 6 meses de vida da criança. Não é suficiente apenas divulgar ou trocar informações sobre esse direito. Precisamos garantir as condições para que esse direito seja realizado.
· Toda forma de preconceito contra a amamentação em público deve ser fortemente combatida por cada um de nós. Amamentar é um ato que deve gerar solidariedade e não recriminação.
· Empresas devem respeitar a legislação que garante à mãe que amamenta dispensa do trabalho duas vezes por dia, por pelo menos 30 minutos, para amamentar, até o bebê completar 6 meses (Art. 396 da CLT). Esses períodos podem ser negociados com o patrão e agrupados para uma hora (Art. 396 da CLT).· Amamentar não garante apenas benefícios nutricionais ao bebê: gera também grande impacto no desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança ao fortalecer o vínculo afetivo entre o bebê e a mãe, além de garantir à criança a segurança e proteção que ela precisa nessa fase da vida.

Fonte: http://www.bvnews.com.br/