sexta-feira, 30 de março de 2012

Nasce mais uma linda semente em São Paulo

É com muito orgulho que compartilho com vocês um nascimento iluminado nessa cinzenta São Paulo!
No dia 14 de abril, sábado, das 11h às 13h, acontece na Casa Moara a primeira Roda Materna, um encontro mensal de convivência entre mães. “Um espaço de troca e partilha”, na definição de Luciana Nervegna, que divide com Juliana Andrade a coordenação do grupo. Escolhidas pelas próprias frequentadoras da Casa Moara, Lu, mãe de Lorena e Manoella, e Ju, de Luísa e Davi.
Esse é um encontro organizado e realizado pelas próprias mães e que se torna um espaço de partilha, de trocas de experiência, reflexões para a vivência e construção de uma maternidade mais comunitária, solidária e gostosa!

Conheço de perto essas mamães e fico feliz com essa nova etapa na vida delas. Estou torcendo para que esse seja o começo do caminho delas no universo da maternidade, não apenas mães porque isso já são (e duplamente!), mas como realizadoras (ou profissionais), pois precisamos de gente interessada em contribuir para mudanças culturais com relação à maternidade.
Que a Roda Materna se consolide como mais um importante espaço de partilha entre mulheres que vivem essa fase tão peculiar da vida: os primeiros meses (e anos!) como mães. Nem é preciso dizer que os bebês também são muito bem-vindos às reuniões.
Fica aqui o meu convite e incentivo para que essa seja uma realidade também no seu bairro e na sua cidade. Não precisa de muito: basta um espaço (que pode ser a própria casa ou salao do prédio), mães e bebês, além de gente disposta a fazer a organização.Quem sabe um dia teremos mães em roda em todas as localidades brasileiras? Com certeza a maternidade por aqui muito mais digna e feliz para mamães e bebês.
Uma vez Michel Odent disse que para mudar a cultura de um país é preciso mudar a forma como os bebês chegam ao mundo. E eu, humildemente, complemento essa frase "(...) mundo e oferecer novas formas de  mãe e bebê vivenciarem o pós-parto".

Com amor,
Marília

quinta-feira, 8 de março de 2012

Teste da Violência Obstétrica - Dia Internacional da Mulher - Blogagem Coletiva

Pessoal, bom dia!
Hoje é um dia importantíssimo na luta pela equidade de direitos e respeito ao gênero.
Esse teste abaixo é uma iniciativa do blog Parto no Brasil, do qual o Manhecer é parceiro. 
Violência institucional é violência obstétrica e precisamos difundir isso e sair em defesa em defesa do respeito às mulheres e da melhoria da qualidade da assistência ao parto no Brasil. Somente vamos conseguir mudar esse panorama se estivermos juntos.

terça-feira, 6 de março de 2012

Reflexões sobre a maternidade

Ano passado tive a honra de participar e produzir um projeto pra lá de bacana, o "Reflexões sobre a maternidade". Essa foi uma iniciativa de mães e gestantes que se conheceram em atividades da Casa Moara. O vídeo é inspirado livremente no "Reflections of motherhood". Como nós aqui tínhamos muito o que falar, resolvemos seguir com o projeto, que se tornou nesse lindo trabalho. As mães puderam dar suas impressões e recados! E que ele possa inspirar muitas mulheres e mães por aí!

Confira:

08 de março - Teste da Violência Obstétrica - Blogagem Coletiva

O Manhecendo apóia essa iniciativa!!!





Os blogs Parto no Brasil, Mamíferas e Cientista Que Virou Mãe, com apoio das blogueiras da Parto do Princípio e em deferência ao Dia Internacional da Mulher, convidam a todas as blogueiras a fazerem parte desta ação em defesa das mulheres, da qualidade da assistência ao parto e contra a violência obstétrica: blogagem coletiva "TESTE DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA".


No dia 08 de março, insira em seu post o Teste da Violência Obstétrica, um teste elaborado para que as mulheres possam avaliar se foram submetidas a alguma forma de violência durante o atendimento em seus partos.

O teste será divulgado, em forma de blogagem coletiva, no dia 08 de março, e ficará no ar até o dia 15 de abril. No dia 30 de abril, divulgaremos os resultados desta pesquisa informal, que tem como objetivo sensibilizar as mídias sociais e outras instâncias para a grave questão da violência obstétrica.

O teste será respondido anonimamente e os dados individuais serão confidenciais.

Precisamos desnaturalizar os maus-tratos na maternidade, buscar formas de reduzir sua aceitação, e também acabar com a impunidade contra este tipo de violência.

Precisamos valorizar nossa integridade física e bem-estar emocional no momento de dar à luz.
Todas as mulheres têm direito a ter um parto com escolhas esclarecidas, respeito à sua individualidade e dignidade.

Se você quiser participar desta blogagem, entre em contato com a gente pelo email partonobrasil@yahoo.com.br
Enviaremos por e-mail as instruções sobre como inserir o formulário do teste em seu post.

Divulge essa ação!
Quanto mais blogs participarem, mais mulheres alcançaremos.

Violência obstétrica também é violência contra a mulher.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Informação útil, mas de dar arrepios

Pais podem ter direito a licença de 180 dias
Medida está prevista no caso de falecimento ou invalidez, permanente ou temporária, da mãe
A Câmara dos Deputados analisa projeto de lei que concede ao pai empregado o direito à licença-paternidade de 180 dias. A licença será possível no caso de falecimento da mãe, em decorrência de complicações no parto, ou no caso de invalidez permanente ou temporária da mãe, declarada por junta médica. De acordo com a proposta da deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), entende-se por invalidez permanente ou temporária da mãe os casos em que ela ficar impedida de cuidar de seu filho durante o período da licença-maternidade. O pai segurado da Previdência Social terá direito ao salário-paternidade nos moldes do salário-maternidade pelo período de duração da licença.

Fonte: Diário do Nordeste

Uma grande conquista!

Pessoal é em meio a lágrimas que compartilho que vencemos uma das muitas lutas da violência contra a mulher. Bjos!


ALGEMADAS NO PARTO
Decreto proíbe uso de algemas em detentas gestantes: medida é fruto de articulação

O governo do estado de São Paulo, por meio de um decreto emitido em 11 de fevereiro, proibiu o uso de algemas em detentas gestantes antes, durante e após o parto. A medida foi tomada após a mobilização da Defensoria Pública do estado e do CRP SP que denunciaram a prática, aliada a grande repercussão de matérias veiculadas em grandes meios de comunicação que mostraram imagens de uma mulher algemada em uma maca de hospital logo após dar à luz.

Em dezembro de 2011, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, por meio do Núcleo Especializado de Situação Carcerária, encaminhou ao CRP SP, ofício onde relatava o recebimento de denúncias de que gestantes presas vinham sendo algemadas durante o parto, o que foi confirmado em entrevistas realizadas com estas mulheres. Para a instrução das medidas judiciais cabíveis, a Defensoria solicitou a elaboração de um parecer técnico, acerca dos efeitos psicológicos dessa prática. O Grupo de Trabalho Sistema Prisional subsidiou e organizou a confecção deste documento.

O parecer defende que a prática viola os direitos da mulher e da criança que acabou de nascer, causando grandes prejuízos físicos e emocionais. Estudiosos da relação mãe/bebê apontam a importância dos cuidados no momento do parto para a qualidade dessa relação. Autores como D. W. Winnicott indicam os efeitos desse momento do nascimento para a constituição psíquica do bebê. O uso de algemas potencializa ainda mais a dor, o medo e a ansiedade presentes no momento do parto, gerando para a mulher uma sensação que, apoiados na teoria psicanalítica, pode-se nomear de desamparo.

Fonte: Site do CRP