domingo, 22 de julho de 2012

Conselho faz vistoria em maternidade de hospital onde nove bebês morreram em um mês

Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro

A Comissão de Fiscalização do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) e diretores do conselho estiveram hoje (2), no Hospital da Mulher de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, onde inspecionaram a maternidade, atendendo a uma solicitação da Polícia Civil, após denúncia da morte de nove bebês, em junho passado.
De acordo com o médico Luiz Fernando Moraes, um dos integrantes da comissão, não foi constatada nenhuma irregularidade na unidade. Segundo ele, a maternidade está funcionando normalmente. “Neste momento nada foi visto de irregular. As equipes estão completas, segundo informação, a maternidade está funcionando”, disse.
Moraes, no entanto, ressaltou que foi feita uma solicitação para que todos os prontuários de crianças que morreram na unidade, no mês passado, sejam encaminhados ao Cremerj para análise. “Fizemos uma solicitação também pra que todos os prontuários de bebês que morreram no mês passado e de suas mães fossem encaminhados ao conselho para que as nossas câmaras técnicas analisem cada caso e cheguem a uma conclusão”, explicou.
De acordo com o médico do Cremerj, a diretoria do hospital garantiu que não houve superlotação na unidade de tratamento intensivo (UTI) neonatal, mas admitiu que devido ao fim de alguns convênios do Sistema Único de Saúde (SUS) com maternidades da região, houve um aumento de 35% no número de atendimentos na unidade.
Moraes também informou que, por precaução, a UTI neonatal está fechada e apenas os partos sem complexidade estão sendo feitos. Os casos considerados graves estão sendo encaminhados para outros hospitais da região. Desde que ocorreu o problema, apenas “um recém-nascido precisou ser transferido para uma clínica particular''.
O relatório da fiscalização feita pelo Cremerj, segundo o médico, será enviado ao Ministério Público Estadual (MPE), à Vigilância Sanitária e à delegacia responsável pela investigação do caso.

Fonte: UOL Notícias Saúde

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