terça-feira, 21 de agosto de 2012

Participe da Audiência Pública: Desafios à Maternidade no Estado de São Paulo

No próximo dia 29, às 14h30, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo será palco de um evento importante na agenda da humanização do parto. A iniciativa surgiu da Associação de egressos e alunos do Curso de Obstetrícia da Universidade de São Paulo (AO-USP) e da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (ABENFO-SP) e visa fomentar políticas públicas sobre uma assistência obstétrica mais respeitosa para a mãe e o bebê. Estarão presentes no auditório Paulo Kobayashi vários representantes do poder legislativo, da sociedade civil, mães, bebês, crianças, profissionais e ativistas. O evento será coordenado pela Comissão de Educação e Cultura, Comissão de Saúde e Comissão de Direitos Humanos. Confira os temas em pauta e participe:

- Violação de direitos elementa res do ser humano e violência institucional no parto;
- Práticas intervencionistas de assistência, sem base em evidências científicas;
- Fechamento da Casa de Maria (Zona Leste de SP)
- Alta morbi-mortalidade materna e perinatal;
- Altíssimas taxas de cesárea;
- Serviços publicos, direta ou indiretamente administrados pelo estado de São Paulo, não contratam obstetrizes formados/as pelo próprio Estado, na Universidade de São Paulo (USP)

A Assembléia Legislativa fica na Avenida Pedro Álvares Cabral, 201, em frente ao Parque do Ibirapuera.

ABRASCO lança manifesto pedindo a revogação das resoluções do CREMERJ que proíbem médicos de realizar parto domiciliar

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) lançou um manifesto solicitando a revogação urgente das resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ), que proíbem médicos de realizar parto domiciliar e atuar em equipes de sobreaviso.  "Consideramos as medidas um retrocesso para a Saúde Coletiva. O Conselho, além de proibir a participação dos médicos, também veda a participação de DOULAS (acompanhantes leigas do parto que apoiam as parturientes) em ambiente hospitalar. No Brasil, os conselhos profissionais existem para defender a sociedade dos maus profissionais e de iniciativas antiéticas. Entendo que as resoluções do CREMERJ descumprem o interesse social, divulgando inverdades que não encontram qualquer sustentação nas melhores evidências científicas e profissionais do país e do exterior. Por isso, sou radicalmente contrário às resoluções que inibem as melhores práticas de médicos e profissionais de saúde mobilizados em favor de partos mais seguros e humanizados. Temos confiança que a justiça irá negar o mérito de tais resoluções”, afirmou Luiz Augusto Facchini, presidente da ABRASCO. Veja o manifesto clicando aqui.

Fonte: Abrasco Divulga

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Porque sou ativista da amamentação?



É uma questão simples: estou para ver processo mais perfeito na natureza que o sangue transformar-se em leite. Amamentar pode ser pura poesia. É o encontro da mãe com o bebê, além das palavras. São gestos, carinhos, olhares e muitas trocas. É um tipo de alimento que nutre. Aí existe uma diferença aparentemente sutil, mas bem grande. Amamentar pode faz parte do maternar, mas para maternar não é preciso amamentar. São dois processos que correm em paralelo, quando possíveis.
Algumas vezes as palavras não dão conta de expressar o que é despertado na amamentação. É algo profundo, intenso. Pode ser encantador, mas também assustador. Doar-se pode ser uma tarefa desafiadora numa sociedade que cada vez mais prega a superficialidade dos relacionamentos. E com bebê descobre-se logo que não é possível ser meia muçarela ou meia calabresa.

Dor. Prazer. Medo. Entrega. E a nutriz segue compondo-se mãe, de acordo com suas experiências, subjetividade, família e cultura. Há quem ache graça, há quem não suporte. Eu não julgo, apenas acolho e ajuda, quando um pedido é feito. Não acredito em ditames e imposições. Defendo uma maternidade libertária, consciente e de escolhas!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Entidade jamais advertiu sobre riscos de cesárea

Embora o Brasil tenha sido apontado em 2011 pelo Unicef como campeão mundial em cesáreas - presente em metade dos nascimentos do País -, o Conselho Federal de Medicina nunca preparou um documento orientando seus associados sobre os riscos desse procedimento e recomendando que a prioridade seja dada ao parto normal. A constatação é do corregedor do CFM, José Fernando Vinagre. "Há um grande número de estudos mostrando que a cesariana pode aumentar o risco do feto, elevar a incidência de partos prematuros e aumentar as complicações para a mãe", diz. Dos partos realizados no País, 2% são domiciliares. /L.F.

Fonte: O Estado de S.Paulo

domingo, 12 de agosto de 2012

Conselho Federal de Medicina recomenda parto no hospital

10/08/2012 - 12h30
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
Atualizado às 14h32.

O CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgou, nesta sexta-feira (10), uma recomendação a médicos e grávidas para que façam, preferencialmente, o parto em ambiente hospitalar.

Mãe diz que médica chegou a subir em sua barriga no parto
Mulheres fazem marcha pelo parto em casa e contra 'violência obstetrícia'
Justiça derruba veto a parteiras em hospitais no RJ

No último dia 29 a Justiça Federal derrubou o veto do CRM (Conselho Regional de Medicina) do Rio de Janeiro à participação de médicos nos partos realizados em casa e de parteiras e doulas (acompanhantes) nos partos realizados em hospitais. A proibição havia sido estipulada no último dia 19, quando a entidade editou duas resoluções considerando essas práticas infrações éticas sujeitas a processo disciplinar.
A recomendação do conselho federal não fala em vetos, mas alerta para níveis mais altos de mortalidade nos partos realizados em casa. Frisando a segurança, o conselho diz que é preciso balancear riscos e benefícios para que "as opções estejam legitimamente ancoradas em princípios bioéticos".
"As autonomias do médico e da mulher devem ser respeitadas no âmbito da relação médico-paciente. No entanto, a 'legitimidade da autonomia materna não pode desconsiderar a viabilidade e a vitalidade do seu filho (feto ou recém-nascido), bem como sua própria integridade física e psíquica'", diz nota divulgada pelo CFM.
Na nota, o CFM não cita a decisão do conselho regional do Rio, instância que tem autonomia para tomar decisões como a que proibiu o acompanhamento médico dos partos em casa.

O parto não é um evento da medicina

LUIZ ROBERTO LONDRES

Desmedicalizar a saúde e desospitalizar a doença.

Foram esses alguns dos muitos princípios que aprendi ao longo de meu curso médico, da minha atuação em consultório e em hospitais e, mais tarde, no intenso convívio com figuras ímpares em nossa atividade.
Há 47 anos dirijo um hospital geral no qual, por muitos anos, havia uma maternidade. Convivi com colegas importantes e representativos da obstetrícia, com um intenso movimento de internação.
Havia, entre eles, diferenças de posturas e de estatísticas, como no tempo de internação ou da utilização da sala cirúrgica, fosse por parto normal, fosse por uma operação cesariana. A seu lado, acompanhando as suas pacientes, estavam parteiras que se revezavam e ministravam cuidados pré e pós-parto.
Elas, muitas vezes por impedimento do médico, faziam o parto de suas clientes. O sucesso de sua atuação e a satisfação pelo seu atendimento era uma unanimidade.
O parto -e é importante que isso seja reconhecido- não é um evento da medicina, é um evento da vida.
Ele só passa a ser objeto da ação médica quando sua evolução aponta ou demonstra uma dificuldade ou uma anormalidade. E isso costuma ser detectado através de um bom acompanhamento pré-natal.
Essa é a principal conscientização que deveria ser feita por aqueles que têm a missão de velar pela boa medicina. Como também em relação ao índice absurdo de operações cesarianas, em que o Brasil é um dos campeões mundiais. Em nosso país, o índice está em quase 50%. Na saúde privada, ronda os absurdos 80%. Essa é a grande distorção que hoje vive a nossa obstetrícia.
Um documento do Ministério da Saúde de 2010 diz que "o parto e o nascimento domiciliar assistidos por parteiras tradicionais inserem-se no contexto das ações básicas de saúde". Em países de reconhecida qualidade de atendimento médico como Japão, Inglaterra, Suécia, Itália, França, Alemanha, EUA, Nova Zelândia, Austrália e Áustria há movimentos pela desospitalização do parto.
Neste mesmo documento, há esta citação: "A hospitalização e o maior domínio das técnicas ampliaram as possibilidades de intervenção, tendo como um de seus resultados o progressivo aumento de cesarianas desnecessárias, aumentando os riscos à saúde para mulheres e bebês e implicando em elevação de custos para o sistema de saúde".
Uma publicação da Organização Mundial de Saúde, "Having a Baby in Europe", diz que nunca foi provado que hospitais são locais mais seguros do que o domicílio para uma mulher que desenvolve uma gestação sem complicações. Diz ainda que estudos de partos domiciliares programados, em países desenvolvidos, mostram que as taxas de complicações e morte para mãe e filho são iguais ou melhores que as dos hospitais nos casos semelhantes.
E então? Vale mais a resolução 265 de 2012 do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), que proíbe médicos de assistirem partos domiciliares e a presença de parteiras nos partos hospitalares, ou o exposto por entidades como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde? Ou simplesmente nosso bom senso?
 
LUIZ ROBERTO LONDRES, 71, médico e mestre em filosofia pela PUC-RJ, é presidente da Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro

Fonte: Folha de SP

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Começa em setembro o Curso de Doulas da Casa Moara

A Casa Moara, espaço de profissionais de parto humanizado, abriu inscrições para seu primeiro Curso de Doulas. Composto por uma equipe multidisciplinar, entre os destaques do curso está a oportunidade de estagiar com supervisão na maternidade pública Leonor Mendes de Barros. Eu estou entre os professores do curso e darei aula sobre Psicologia no pós-parto, no último módulo. Abaixo seguem mais informações do curso:

Curso de Doulas da Casa Moara

Um curso especialmente preparado por profissionais da Casa Moara para obstetrizes, enfermeiras obstetras, psicólogos, fisioterapeutas, doulas já formadas e mulheres de todas as áreas de formação que desejam atuar no universo da gestação, parto, puerpério e maternidade.

Objetivos:

  • Formar doulas capacitadas a acompanhar mulheres na gestação, no trabalho de parto, no parto e no puerpério, oferecendo suporte emocional, acesso a métodos não farmacológicos de alívio da dor e outras medidas de conforto e bem-estar.
  • Atualizar os conhecimentos de profissionais da Saúde, que atuam na assistência à gestação e ao parto, nas práticas de humanização e nas diretrizes da Medicina Baseada em Evidências Científicas.
Diferencial:

  • Corpo docente formado por especialistas de diversas áreas (Obstetrícia, Neonatologia, Fisioterapia, Nutrição e Psicologia), além de doulas experientes, reconhecidos por sua atuação no atendimento humanizado a gestantes, parturientes, puérperas e recém-nascidos.
  • Carga horária ampliada e dividida em quatro módulos com um intervalo de tempo entre eles, o que oferece aos participantes a possibilidade de absorver melhor o conhecimento entre uma etapa e outra, e complementá-lo por meio de leituras orientadas.
  • Proporcionar a cada participante a oportunidade de vivenciar o ambiente de um Centro de Parto Normal e de acompanhar uma parturiente desde a admissão até o nascimento, em estágio supervisionado.
Mais informações e o programa completo no site: http://casamoara.com.br/curso-de-doulas
Inscrições abertas na secretaria da Casa Moara.
Quando: quatro módulos, com início em 14 de setembro e término em dezembro de 2012.
Onde: Casa Moara - Rua Guararapes, 634, Brooklin Paulista, São Paulo, tel.  (11) 5096-2318 .
Informações: contato@casamoara.com.br

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Lista das cidades da Marcha Pela Humanização do Parto

Domingo é dia de Marcha Pela Humanização do Parto. Clique na imagem e confira todas as informações para poder participar na sua cidade, da defesa de partos e nascimentos mais respeitosos.


Grupo de Shantala, da Casa Moara, retoma atividades



Depois do breve recesso, por conta da minha participação no Enapartu, retomo hoje o Grupo de Shantala, na Casa Moara.

Para o médico obstetra francês Frédérick Leboyer, a massagem constitui um alimento tão ou mais necessário que vitaminas, sais minerais e proteínas para o bebê. Mais do que desenvolver o bebê de forma saudável, a massagem milenar indiana é uma arte do encontro entre mãe e filho. Conforme aplica os movimentos da Shantala, a mãe ajuda o bebê a fazer amenizar a chegada do bebê ao mundo, tornando seus dias mais suaves, acolhedores e felizes.

Os toques amorosos da Shantala deixam a criança mais relaxada, e pode ajudá-la a dormir melhor e ter menos cólicas. Desenvolve consciência corporal e o crescimento sadio do bebê. A ação de tocar e ser tocado estimula o vínculo mãe/criança, relaxa a musculatura e favorece o desenvolvimento físico, motor, neurológico e intelectual. Torna-se importante e necessária para toda criança.

“Já havíamos lido sobre a shantala e por isso, eu e meu marido decidimos fazer o curso juntos. Chegamos no curso com a expectativa de aprender a técnica e através do toque estreitarmos o vínculo com a nossa bebê. Aprendemos que além de promover o relaxamento e o bem estar, a massagem promove um melhor desenvolvimento físico e emocional dos bebês. Hoje essa troca de amor e carinho faz parte da nossa vida e acreditamos que essa é uma forma de nos aproximarmos mais da nossa filha, estimulando-a para um desenvolvimento sadio e independente", Adriana Bernhard de Souza, mãe da Helena.

Venha conferir as inúmeras vantagens da Shantala para o bebê e a mãe!

Grupo de Shantala
Onde: Casa Moara
Quando: Toda sexta-feira, das 16h30 às 17h30.

Mais informações pelo e-mail contato@casamoara.com.br ou no telefone (11) 5096-2318.